Fumaça de queimadas no Pará e Amazonas chega a Alta Floresta e acende alerta

Uma intensa massa de fumaça atingiu a área urbana de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, na manhã de quinta-feira (15 de outubro), levando a Prefeitura Municipal a emitir um alerta à população. Conforme nota divulgada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a fumaça é proveniente de incêndios registrados nos estados do Pará e Amazonas, além de focos de calor identificados nos municípios mato-grossenses de Paranaíta e Novo Mundo. As informações foram obtidas junto à 7ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (7ª CIBM).

A presença de fumaça também foi observada em municípios próximos, como Paranaíta e Carlinda, segundo relatos publicados pela imprensa regional. O episódio ocorre em meio ao aumento dos registros de incêndios na região amazônica, que têm provocado preocupação com a qualidade do ar e os efeitos sobre a saúde da população. A fumaça pode percorrer longas distâncias, dependendo da intensidade dos incêndios, da direção dos ventos e das condições atmosféricas. Entretanto, a contribuição de cada foco para a concentração registrada em Alta Floresta não foi quantificada na nota municipal.

O cenário regional exige atenção. Dados de monitoramento divulgados pelo Ministério Público de Contas do Amazonas indicaram que, até 15 de outubro, o Pará acumulava 5.712 focos de calor e o Amazonas, 1.827, considerando os registros do mês. No Amazonas, o aumento das ocorrências de fogo tem sido associado à estiagem e às condições que favorecem a propagação dos incêndios. Esses números representam detecções de focos de calor por satélite e não correspondem necessariamente à quantidade de incêndios individuais ainda ativos.

Diante da concentração de fumaça, a Prefeitura de Alta Floresta recomenda que os moradores evitem atividades físicas ao ar livre enquanto a qualidade do ar estiver comprometida. Outra orientação é manter portas e janelas fechadas durante os períodos de maior concentração de fumaça e ingerir água regularmente. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias devem redobrar os cuidados, por apresentarem maior vulnerabilidade aos efeitos da poluição atmosférica.

A administração municipal também alerta para sintomas como irritação nos olhos, tosse persistente, falta de ar e dificuldade para respirar. Quem apresentar esses sinais deve procurar atendimento de saúde, especialmente se houver piora do quadro. Em situações de dificuldade respiratória intensa, a orientação é buscar assistência médica imediatamente. A exposição à fumaça de queimadas pode irritar as vias respiratórias e agravar problemas preexistentes, principalmente quando há concentração elevada de partículas finas no ar.

A Prefeitura informou que continua acompanhando a situação e pediu que a população busque informações nos canais oficiais, evitando compartilhar conteúdos não confirmados sobre a origem da fumaça ou a evolução dos incêndios. A continuidade do monitoramento é importante para orientar medidas de proteção à saúde e acompanhar possíveis mudanças nas condições atmosféricas. Enquanto persistirem os focos de incêndio na região, a recomendação é reduzir a exposição à fumaça e seguir as orientações das autoridades ambientais e de saúde.

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