Alta Floresta registra ocorrências de violência contra mulheres e reforça alerta para prevenção

Casos de violência contra mulheres registrados em Alta Floresta e em municípios da região norte de Mato Grosso reforçam a importância da prevenção, da denúncia e do fortalecimento da rede de proteção. Embora um levantamento estadual divulgado em outubro tenha destacado o crescimento dos registros em Sorriso, Sinop e Tangará da Serra. Em Alta Floresta as ocorrências policiais e iniciativas de proteção, consultadas pela reportagem, mostram que o tema também exige atenção no município.

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Uma das ocorrências mais recentes foi registrada em 2 de outubro de 2026, em uma residência na Rua Martinho Lutero, no Setor B, em Alta Floresta. Uma mulher de 55 anos relatou ter sido agredida pelo próprio irmão, de 57 anos. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram mobilizados, e a vítima apresentava hematoma na região do olho esquerdo. Após o atendimento inicial, os dois envolvidos foram encaminhados ao Hospital Regional para avaliação médica. O caso ficou sujeito à apuração das autoridades competentes.

Outro episódio foi registrado em maio, quando a Polícia Militar acompanhou uma ocorrência envolvendo uma mulher de 30 anos que havia relatado caso de violência psicológica praticada pelo companheiro. O Conselho Tutelar acionou a equipe policial, mas, durante o atendimento, a mulher mudou a versão inicialmente apresentada. A ocorrência demonstra a necessidade de uma apuração cuidadosa, sem presumir a confirmação ou a inexistência de violência apenas com base nas informações preliminares.

Em Guarantã do Norte, município da região norte mato-grossense, casos de maior gravidade também mobilizaram as autoridades em 2026. Em maio, a Polícia Civil resgatou uma mulher que, segundo a investigação, era mantida em cárcere privado pelo companheiro em uma propriedade rural. Em junho, outro caso ganhou repercussão após a morte de Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, investigada como feminicídio. Segundo o Governo de Mato Grosso, o principal suspeito era o companheiro da vítima, que tinha histórico de violência doméstica contra ela.

Alta Floresta conta com iniciativas municipais voltadas à prevenção e à orientação da população. Entre elas está o programa Maria da Penha Vai à Escola, criado pela Lei Municipal nº 2.880/2023, que prevê atividades educativas sobre direitos das mulheres, igualdade de gênero e canais de denúncia. O município também possui a Semana Municipal pela Não Violência Contra a Mulher, instituída pela Lei nº 2.445/2018. Em agosto deste ano, bombeiros da cidade participaram de uma capacitação voltada à identificação de sinais de violência, ao acolhimento das vítimas e aos procedimentos de atendimento.

Mulheres que precisam de orientação ou ajuda podem procurar os serviços da rede de proteção, ligar para o 180, canal nacional de atendimento à mulher, ou acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência.

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