Homem indenizado em R$ 20 mil planeja novo casamento com mulher que o agrediu

Somente por ilustração

O motorista de aplicativo Gilberto Nogueira de Oliveira, de 42 anos, pretende utilizar parte de uma indenização judicial de R$ 20 mil para organizar um novo casamento com Daiane dos Santos Farias, mulher que amputou seu pênis em dezembro de 2023, em Atibaia, no interior de São Paulo. Após o crime, ela foi presa e condenada, mas o casal retomou o relacionamento depois que Daiane deixou a prisão, em novembro de 2025. A história voltou a repercutir em outubro de 2026, após a divulgação da decisão judicial que determinou o pagamento da indenização.

O ataque aconteceu em 22 de dezembro de 2023, depois de Daiane descobrir uma suposta traição do companheiro. Conforme informações divulgadas pela imprensa, durante uma relação sexual, ela amarrou as mãos de Gilberto com uma peça íntima e utilizou uma navalha para amputar o órgão genital dele. Na sequência, descartou o membro no vaso sanitário. Daiane se apresentou à polícia, confessou a agressão e acabou condenada a quatro anos e oito meses de reclusão. Em novembro de 2025, recebeu livramento condicional e deixou o sistema prisional.

Além das consequências físicas e emocionais da violência, Gilberto enfrentou a exposição de imagens íntimas do ferimento. As fotografias foram registradas durante o atendimento médico, quando ele passou por unidades de saúde em Atibaia e Bragança Paulista. Segundo as informações apresentadas no processo, o paciente autorizou que as imagens fossem feitas para fins médicos, mas não permitiu sua divulgação. Posteriormente, as fotografias começaram a circular em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, causando constrangimento e exposição de sua intimidade.

Diante da divulgação não autorizada, Gilberto acionou judicialmente a Santa Casa de Misericórdia de Atibaia. A Justiça concluiu que houve violação de seus direitos à imagem e à privacidade e condenou a instituição hospitalar ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, acrescidos dos encargos legais. A decisão está relacionada ao vazamento das fotografias, e não à agressão praticada por Daiane. Segundo as reportagens publicadas, os pedidos apresentados contra outras instituições envolvidas no atendimento foram rejeitados.

Apesar da decisão favorável, Gilberto considera insuficiente o valor estabelecido e pretende recorrer para tentar aumentar a indenização. Ele também planeja utilizar parte dos recursos para buscar uma prótese peniana e realizar melhorias em sua residência. A realização do procedimento médico depende de avaliação profissional e dos encaminhamentos necessários. O motorista já teria iniciado exames e procedimentos preparatórios para verificar a possibilidade de realizar a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A reconciliação do casal também chamou a atenção. Depois que Daiane deixou a prisão, Gilberto voltou a procurá-la, e os dois decidiram retomar o relacionamento. Agora, pretendem oficializar novamente a união, utilizando parte do dinheiro da indenização para ajudar a custear a cerimônia. A decisão pessoal de reatar o relacionamento não modifica a condenação criminal da mulher nem a responsabilidade da instituição hospitalar reconhecida no processo cível.

O caso reúne consequências de uma agressão grave, a exposição indevida de imagens médicas e uma decisão judicial por danos morais. Enquanto Gilberto tenta reorganizar a vida pessoal e buscar alternativas para tratar as sequelas físicas, o novo casamento permanece entre os planos anunciados pelo casal. O valor da indenização e seus possíveis usos também poderão mudar conforme o andamento de eventual recurso judicial.

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