A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, um mandado de busca e apreensão relacionado ao deputado estadual Mauro Moraes (PL), candidato à reeleição no Paraná. A ação ocorreu na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, no âmbito de uma investigação sobre possíveis ilícitos eleitorais e conexos. A ordem judicial foi expedida pela Justiça Eleitoral.
Segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam a operação, a investigação teve origem em uma denúncia relacionada ao saque de aproximadamente R$ 300 mil em uma agência do Itaú instalada dentro da Assembleia Legislativa. O dinheiro teria sido retirado por um assessor ligado ao parlamentar e colocado em uma mochila. O assessor não teria sido localizado pelos agentes federais. Moraes foi abordado por policiais federais à paisana nas proximidades da agência bancária.
De acordo com relatos publicados pela imprensa, durante a abordagem o deputado afirmou que o dinheiro tinha origem lícita, pertencia a ele e estava declarado no Imposto de Renda. O parlamentar também teria acionado um advogado. Posteriormente, agentes federais estiveram na agência bancária para levantar informações relacionadas à movimentação financeira. Um escritório político ligado ao deputado também teria sido alvo de busca e apreensão.
A Polícia Federal confirmou oficialmente que cumpriu, em 2 de outubro, mandado de busca e apreensão determinado pela Justiça Eleitoral no contexto de investigação destinada a apurar possíveis ilícitos eleitorais e conexos. Segundo a corporação, a medida foi autorizada a partir de elementos que apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas. A investigação busca esclarecer a origem, a destinação e eventual relação dos recursos com infrações previstas na legislação eleitoral.
A PF informou que foram recolhidos documentos, registros, dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para a apuração. A corporação não divulgou oficialmente a identidade dos investigados nem detalhes das diligências, porque o procedimento tramita sob sigilo judicial. Até 3 de outubro de 2026, portanto, não havia conclusão pública sobre eventual responsabilidade criminal ou eleitoral do deputado.
A Assembleia Legislativa do Paraná confirmou a presença de agentes federais na Casa, mas informou que não tinha conhecimento do teor da investigação e que não havia sido oficialmente comunicada sobre os detalhes da operação. A ação ocorreu dois dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. A campanha de Sergio Moro, aliado político de Mauro Moraes, declarou que não existe relação entre o candidato ao governo do Paraná e a operação da Polícia Federal.













