Um homem investigado por envolvimento em uma fraude eletrônica que teria causado prejuízo de R$ 424,7 mil a uma empresa do setor de telecomunicações foi preso em Sorriso, no norte de Mato Grosso. O suspeito foi localizado enquanto trabalhava nas obras de duplicação da BR-163 e teve um mandado de prisão preventiva cumprido contra ele durante a Operação Firewall.
A operação foi coordenada pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos. A investigação apura suspeitas de estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e associação criminosa.
Segundo as informações divulgadas pela investigação, o caso começou em 19 de dezembro de 2023, quando o gerente financeiro de uma empresa de telecomunicações recebeu uma ligação de uma pessoa que teria se apresentado como funcionário da área de tecnologia de uma instituição bancária. Após obter as credenciais de acesso à conta da empresa, o grupo teria realizado sete transferências bancárias não autorizadas.
As movimentações totalizaram R$ 424.700. Conforme a investigação, os valores foram distribuídos rapidamente entre diferentes contas bancárias, passando por pessoas que teriam sido utilizadas para receber e transferir o dinheiro. A sequência das operações teria dificultado o rastreamento dos recursos.
A Operação Firewall cumpriu medidas judiciais em diferentes estados e no Distrito Federal. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, cartões bancários e dinheiro em espécie. Também foi autorizado o bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados, limitado ao montante correspondente ao prejuízo apurado na investigação.
Em Sorriso, o investigado foi encontrado trabalhando nas obras de duplicação da BR-163. Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, ele foi colocado à disposição da Justiça. A investigação continua para esclarecer a participação individual dos envolvidos, rastrear os valores movimentados e identificar toda a estrutura utilizada na fraude.
As suspeitas investigadas pela Polícia Civil ainda serão submetidas ao devido processo legal. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação definitiva. As circunstâncias e a eventual responsabilidade criminal de cada investigado deverão ser analisadas pela Justiça ao longo do processo.














