Flávio viajou em jato ligado a Vorcaro em janeiro de 2025

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, viajou em janeiro de 2025 da Flórida, nos Estados Unidos, para Brasília em um jato executivo que tinha entre seus cotistas uma empresa da qual o empresário Daniel Vorcaro era sócio. A informação foi revelada pela revista piauí em reportagem publicada em 23 de setembro de 2026 e posteriormente confirmada por veículos como Agência Brasil, CNN Brasil, Folha de S.Paulo e EXAME.

A viagem ocorreu em 19 de janeiro de 2025, um dia antes da posse de Donald Trump nos Estados Unidos. Flávio estava acompanhado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das duas filhas. Também estava no voo o advogado e empresário Willer Tomaz, amigo do senador e proprietário de uma das três cotas da aeronave, segundo informações divulgadas pela piauí.

O avião era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Na época da viagem, a empresa Prime You detinha um terço das cotas da aeronave e tinha Daniel Vorcaro como sócio. A companhia também operava o jato por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Segundo informações da própria Prime You citadas pela piauí, Vorcaro foi sócio da empresa de 2021 até setembro de 2025. A aeronave é a mesma que, meses depois, em agosto de 2025, transportou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

A viagem aconteceu em um período no qual Flávio negociava com interlocutores de Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Segundo a piauí, o acordo previa investimento de US$ 24 milhões. A reportagem afirma que, depois de retornar ao Brasil, Flávio cobrou interlocutores para acelerar a liberação dos recursos previstos para o projeto.

Após a publicação da reportagem, Flávio confirmou ter utilizado o avião e afirmou nas redes sociais que, segundo a informação que tinha na época, a aeronave era de Willer Tomaz. O advogado também afirmou que custeou o voo e negou ter relação com Daniel Vorcaro. Dessa forma, os dados disponíveis confirmam a utilização do jato e a participação societária da empresa ligada a Vorcaro, mas não permitem afirmar que Vorcaro estivesse a bordo ou que tivesse pessoalmente pago a viagem.

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