É nosso, xô laranjão! Pix bate recorde com 318 milhões de transações em um único dia

O Pix atingiu um novo recorde diário de transações na sexta-feira (4), quando foram liquidadas 318.073.816 operações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central. O volume movimentou R$ 186,89 bilhões em apenas um dia, com valor médio de R$ 587,58 por transação. Os números foram divulgados pelo Banco Central e confirmados por dados oficiais do sistema.

A marca superou o recorde anterior, registrado em 5 de dezembro de 2025, quando 313.339.828 transações foram liquidadas e movimentaram R$ 179,93 bilhões. Na ocasião, o valor médio das operações foi de R$ 574,24. O novo resultado reforça a presença do Pix como um dos principais meios de pagamento utilizados pelos brasileiros.

O recorde foi registrado em um período de forte movimentação financeira no início do mês, quando trabalhadores com carteira assinada recebem seus salários dentro do prazo legal do quinto dia útil. Segundo levantamento do Banco Central citado na divulgação do resultado, o Pix é utilizado por 76,4% da população, percentual superior ao registrado para cartões de débito, cartões de crédito e dinheiro.

O novo recorde ocorre ainda em meio a mudanças nas regras de segurança do sistema. Desde 1º de setembro, uma alteração no Mecanismo Especial de Devolução ampliou de 30 para 80 dias o prazo para contestação de determinadas devoluções. O Banco Central também estabeleceu novas medidas para facilitar a contestação de fraudes, com previsão de implementação de outras mudanças a partir de março de 2027.

Nos últimos dias, o Pix também ganhou destaque no cenário internacional. Banco Central do Brasil e Banco Central Europeu avaliam a possibilidade de interligar o sistema brasileiro à plataforma europeia TIPS, que permite pagamentos instantâneos em moedas europeias. As tratativas ainda estão em fase preliminar, e um eventual projeto-piloto está previsto para 2028 caso as avaliações técnicas, jurídicas e operacionais avancem.

O resultado de 4 de setembro confirma a expansão do uso do Pix no país e estabelece uma nova marca para o sistema criado pelo Banco Central. As estatísticas oficiais do Pix são mantidas pelo próprio Banco Central e incluem informações sobre transações, usuários, chaves e mecanismos relacionados a fraudes.

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