Mato Grosso ultrapassou a marca de R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais arrecadados em 2026. O valor foi alcançado na quinta-feira, 3 de setembro, oito dias antes do registrado no mesmo período de 2025, conforme dados do Impostômetro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).
O montante representa crescimento de 3,44% em comparação com o mesmo período do ano passado. A arrecadação estadual corresponde a 1,25% dos R$ 2,73 trilhões recolhidos em tributos em todo o território nacional. O resultado também chama atenção porque o Estado já se aproxima do total arrecadado durante todo o ano de 2025, quando foram registrados R$ 58,2 bilhões.
De acordo com a Fecomércio-MT, a arrecadação envolve impostos, taxas, contribuições e multas recolhidos nas esferas municipal, estadual e federal. Entre as principais fontes federais estão o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. Nos municípios, destacam-se o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
No âmbito estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aparece como principal componente da arrecadação. Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, o volume registrado demonstra a capacidade de geração de receitas de Mato Grosso e acompanha o tamanho da atividade econômica desenvolvida no território.
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, afirmou Sebastião Gonçalves.
O presidente da entidade também destacou a relação entre o desempenho do comércio, das cadeias produtivas e a arrecadação. Segundo ele, a circulação de bens e serviços possui peso importante para a formação das receitas estaduais e acompanha a atividade econômica de Mato Grosso.
Entre os municípios, Cuiabá aparece na liderança da arrecadação, com R$ 830 milhões registrados. Rondonópolis ocupa a segunda posição, com R$ 224 milhões, enquanto Sinop soma R$ 167 milhões. Na sequência aparecem Várzea Grande, com R$ 118 milhões; Sorriso, com R$ 91 milhões; e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.
Os números também mostram a força econômica dos municípios-polo do interior. Conforme avaliação do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a geração de receitas tributárias acompanha a expansão de importantes centros econômicos do Estado, demonstrando que a atividade econômica não está concentrada apenas na capital.
A arrecadação registrada até o início de setembro também coloca em perspectiva a evolução do resultado anual. Em 2025, Mato Grosso encerrou o ano com R$ 58,2 bilhões em tributos. Em 2026, o Estado já alcançou quase 69% desse valor antes mesmo do fim do terceiro trimestre.
Para o IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação amplia a geração de receitas públicas. A entidade, contudo, ressalta que uma aplicação mais eficiente dos recursos arrecadados pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento econômico de Mato Grosso.
O avanço da arrecadação ocorre em um Estado marcado pela forte participação do comércio, dos serviços, da agropecuária e das cadeias produtivas ligadas ao agronegócio. O desempenho desses setores influencia diretamente a circulação de mercadorias e, consequentemente, a geração de receitas tributárias.














