Empresária morre após seis procedimentos estéticos em Goiânia

A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu em Goiânia no dia 12 de agosto de 2026, após passar por seis procedimentos estéticos no rosto e na região do pescoço. Segundo a família, as intervenções duraram mais de oito horas e foram realizadas após Andreia viajar da Espanha para a capital de Goiás com o objetivo de realizar as cirurgias.

Entre os procedimentos, conforme informações divulgadas pelos familiares, estavam uma ritidoplastia profunda, também conhecida como lifting facial, lipoaspiração no pescoço, alteração da linha do cabelo, reposicionamento do queixo, retirada de excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras e aplicação de células-tronco do próprio corpo. A família afirma que Andreia pagou R$ 118 mil pelas intervenções.

Após a cirurgia, a família relata que a empresária apresentou complicações e teve o quadro de saúde agravado. A irmã de Andreia, Djiane Vieira, também questionou as condições da unidade onde o procedimento foi realizado e afirmou que havia dúvidas sobre a estrutura disponível para atender uma eventual emergência. Essas afirmações fazem parte dos relatos da família e ainda serão confrontadas com os registros médicos e hospitalares.

O médico responsável pelos procedimentos, Lessandro Martins, afirmou que não comentará informações clínicas da paciente em razão do sigilo médico e que prestará todos os esclarecimentos necessários aos órgãos competentes. O Hospital Ankar, citado nas informações sobre o caso, lamentou a morte e informou que Andreia recebeu atendimento emergencial, acrescentando que os registros do atendimento estão documentados em prontuário.

O caso passou a ser apurado por diferentes órgãos. O Ministério Público de Goiás encaminhou pedido à Polícia Civil para abertura de inquérito com o objetivo de investigar possível homicídio culposo. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás também informou que eventual apuração sobre a conduta profissional tramita em sigilo, conforme as normas do processo ético-profissional médico.

Até a atualização mais recente, não há conclusão oficial apontando responsabilidade do médico ou do hospital pela morte. As circunstâncias do óbito, a evolução do quadro clínico após as cirurgias, os procedimentos realizados e as condições de atendimento deverão ser analisados pelas autoridades a partir de prontuários, laudos, depoimentos e demais documentos. Portanto, as acusações e questionamentos apresentados pela família devem ser tratados como parte da investigação, e não como fatos definitivamente comprovados.

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