
O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva confessou nesta quarta-feira (15) ter sido o responsável pelos disparos que mataram o advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT). O depoimento ocorreu durante o julgamento no Tribunal do Júri, em Cuiabá, e trouxe uma versão diferente da apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE) sobre a articulação do assassinato.
Segundo Alex, ele teria tomado conhecimento de que havia uma oferta de R$ 200 mil para a execução do advogado após uma conversa com o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira durante um churrasco. O réu afirmou que, ao ouvir sobre a possibilidade do pagamento, pesquisou informações sobre Renato Nery e decidiu cometer o crime por conta própria.
Durante o interrogatório, o acusado declarou que recebeu cerca de R$ 100 mil em dinheiro após o homicídio. De acordo com o relato, ele procurou Heron depois da execução para informar sobre o crime e o policial teria ficado responsável por cobrar o valor dos supostos interessados. Alex afirmou ainda que enfrentava dificuldades financeiras e ameaças de agiotas quando decidiu realizar a ação.
Renato Nery, de 72 anos, foi morto a tiros em 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. A investigação da Polícia Civil apontou que o crime teria sido uma execução encomendada e identificou suspeitos como mandantes, intermediários e executores. O MPE sustenta que houve contratação pelo valor de R$ 200 mil, enquanto a defesa de Alex apresenta uma versão em que ele teria agido após ouvir sobre a oferta.
O caso segue em julgamento no Tribunal do Júri, onde os depoimentos dos réus e demais provas serão analisados pelo Conselho de Sentença. A acusação e as defesas devem apresentar suas versões sobre a participação de cada envolvido na morte do advogado.











