A Associação do Futebol Argentino (AFA) passou a ser alvo de uma investigação conduzida pelo FBI e por promotores federais dos Estados Unidos por suspeitas envolvendo operações financeiras milionárias realizadas no país. A apuração ocorre enquanto a seleção argentina disputa a Copa do Mundo de 2026 e busca esclarecer a movimentação de mais de US$ 300 milhões pelo sistema financeiro norte-americano, com possíveis indícios de fraude bancária e lavagem de dinheiro.
Segundo informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación e repercutidas pela imprensa, os investigadores concentram esforços nas operações da empresa TourProdEnter LLC, responsável por administrar contratos comerciais internacionais da AFA. A investigação aponta que a companhia teria movimentado cerca de US$ 260 milhões em receitas da entidade, enquanto outros US$ 57 milhões foram distribuídos para empresas e beneficiários que, segundo a documentação analisada, não apresentariam justificativa econômica clara. Entre os bancos citados nas operações estão Citibank, Bank of America, JP Morgan, PNC Bank e Synovus.
A investigação preliminar começou a ser estruturada em 2025 e envolve ao menos três promotores federais norte-americanos. As autoridades também buscam ouvir testemunhas com conhecimento sobre a gestão do presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, e do tesoureiro Pablo Toviggino. O objetivo é verificar se parte das transações realizadas em território americano pode configurar crimes sob a legislação dos Estados Unidos. Até o momento, não houve denúncia formal nem apresentação de acusações contra dirigentes da entidade.
Em resposta às notícias, representantes da Associação do Futebol Argentino pediram cautela e ressaltaram que a abertura de uma investigação não significa culpa ou responsabilidade dos envolvidos. Durante um evento em Miami, Tomás Regalado, apresentado como embaixador da AFA para a América do Norte, afirmou que as medidas adotadas pelas autoridades fazem parte de um procedimento investigativo e reforçou o princípio da presunção de inocência. Enquanto isso, o caso segue sob análise do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do FBI, com a expectativa de novas diligências e coleta de documentos nos próximos meses.












