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Tiro e Queda – Terça Feira

Hoje é um dia especial para a história política de Alta Floresta, isto porque, pela primeira vez, poderá ser implantada na Câmara de Vereadores uma comissão para investigações de supostas irregularidades que teriam sido encontradas em um relatório produzido pela Controladoria do Município. Se confirmadas as denúncias, após o devido processo legal, poderá redundar até mesmo na cassação do prefeito Asiel Bezerra, que atualmente está afastado por decisão da justiça em relação a não cumprimento de uma liminar que apontava problemas a serem solucionados na área da saúde. Asiel está afastado há exato (hoje faz) um mês, pela Justiça e o município vem sendo conduzido pelo prefeito interino Ângelo Campos.

Com a entrada de Ângelo na prefeitura, desafetos históricos, apontados por ele como sendo o “trio parada dura”, foram exonerados do serviço público, a bem da verdade, dois deles, Sansão Leite e José Renato, pois o terceiro desafeto, Nelson Spina, o Juninho, já estava fora desde a primeira assunção de poder de Ângelo Campos. Outros secretários foram desligados e servidores que ocupavam cargos estratégicos da administração de Asiel também foram afastados.

O passo seguinte, por Ângelo, foi “abrir a prefeitura” no que diz respeito a documentos, para oposição e para o Ministério Público, que resultou em uma ação por parte do MPE e agora uma Comissão Processante, que deverá ser instalada pela Câmara de Vereadores.

Para que o requerimento passe, são necessários sete votos, que a oposição tem todos, já que a postura adotada pelos vereadores antes situacionistas, Tuti dos Santos (um dos autores do pedido) e Valdecir Mendonça, indica para a aprovação.

O momento é de “passar Alta Floresta a limpo”. A justiça, tarda, tarda, e às vezes traz decisões muito tardias, é o caso da reportagem que ilustra as páginas do O Diário de hoje, aonde, 23 anos depois, o ex-prefeito Eloi Luiz de Almeida foi condenado em devolver recursos apurados numa ação que concluiu que houve “desvio do valor durante sua gestão, em 1992, em um convênio celebrado entre o Município e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)”. O caso aconteceu em 1992, estamos em 2015, ou seja, 23 anos depois.

Atualmente, há outros casos em discussão, por exemplo, em que os vereadores Elisa Gomes e Rogério Colichio são acusados, a primeira de ter contratos de sua empresa (de comunicação) na época em que Maria Izaura era prefeita e também de, enquanto secretária de Cultura, dar aula, ao mesmo tempo, em uma instituição de ensino de Alta Floresta, a segunda, por desvio de dinheiro da merenda escolar no período em que assumiu a secretaria de educação de Alta Floresta. Rogerio e Maria Izaura (ex-prefeita) foram acusados de desviarem cerca de 300 mil reais em dinheiro.

Independente de casos anteriores, seja em relação aos dois ex-prefeitos citados, Elói e Maria Izaura, ou mesmo a outros três que convivem conosco, Romoaldo Junior, Vicente da Riva e Robson Silva, se houver alguma dúvida sobre suas condutas, deveria de fato ser investigado e doendo a quem doer, que fosse determinada, como  é o caso de Elói, a devolução de dinheiro aos cofres públicos e a consequente condenação no campo político. Simples assim.

E só pra constar, se tiver que começar pelo prefeito atual Asiel Bezerra, que assim seja, mas que não se pegue ele como bode expiatório, pois, como dito, não tem só santinho nesta história toda…

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