O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu quatro incêndios florestais nas últimas 24 horas e mantém equipes mobilizadas no combate a outros quatro focos ativos nos municípios de Paranatinga, Dom Aquino, Ribeirão Cascalheira e São Félix do Araguaia. Os incêndios registrados em Guarantã do Norte, Nova Maringá e Colniza foram controlados e totalmente extintos ainda no primeiro dia de atuação das equipes. Em Canarana, onde o combate durou três dias, as chamas também foram eliminadas, permanecendo todas as áreas sob monitoramento para evitar possíveis reignições.
As operações seguem pelo segundo dia em Dom Aquino e em Paranatinga, onde o fogo atinge uma área localizada no distrito de Santiago do Norte. Já em Ribeirão Cascalheira e São Félix do Araguaia, os militares continuam trabalhando para conter o avanço das chamas, proteger propriedades rurais, preservar o meio ambiente e reduzir os riscos à população. As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que atuam de forma integrada nas ocorrências.
De acordo com a última atualização do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso registrou 21 focos de calor nas últimas 24 horas, sendo 16 no bioma Amazônia e cinco no Cerrado. Em terras indígenas, foram identificados quatro focos de calor na Terra Indígena Capoto Jarina, em Peixoto de Azevedo. O CBMMT ressalta que um foco de calor detectado por satélite não representa necessariamente um incêndio florestal, pois apenas indica uma área com temperatura elevada, enquanto um incêndio é caracterizado pela concentração de diversos focos em uma mesma região.
Além das ações de combate, o Corpo de Bombeiros reforçou a fiscalização por meio da Operação Infravermelho, realizada com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias para identificar queimadas ilegais e áreas com risco de incêndio. A corporação também reiterou que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026 nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, enquanto nas áreas urbanas a prática é proibida durante todo o ano. Casos de queimadas irregulares podem ser denunciados pelos telefones 193 e 190.












