O forte temporal que atingiu Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na sexta-feira, 24 de julho, provocou uma série de danos no campus da Universidade de São Paulo (USP). A força dos ventos derrubou árvores e postes, destruiu parte da rede elétrica e arrancou telhados de diferentes edifícios, afetando o funcionamento de diversas unidades da universidade. Ninguém ficou ferido dentro do campus, apesar da dimensão dos estragos.
Entre os locais mais atingidos estão a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, a Escola de Educação Física e Esporte e a Faculdade de Ciências Farmacêuticas. A moradia estudantil também sofreu destelhamentos, enquanto laboratórios foram alagados após o rompimento de parte da cobertura. Segundo a USP, oito laboratórios da Faculdade de Filosofia tiveram danos significativos e precisarão passar por reformas completas.
O reitor da Universidade de São Paulo, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, esteve no campus para acompanhar de perto os prejuízos e verificar o início dos trabalhos de recuperação. Também foram registrados danos na biblioteca, na sede da Guarda Universitária e no ginásio de natação da Escola de Educação Física, onde a estrutura metálica lateral cedeu durante a tempestade.
Além dos prejuízos na universidade, o temporal causou impactos em toda a cidade. A Prefeitura de Ribeirão Preto decretou situação de emergência após o vendaval, que provocou a morte de um idoso, deixou feridos, interrompeu o fornecimento de energia elétrica para grande parte do município, afetou hospitais, suspendeu aulas e gerou centenas de ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros. O governo paulista mobilizou ajuda humanitária para a região enquanto equipes seguem trabalhando na recuperação das áreas atingidas.












