Uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo afirma que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por meio da Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, emitiu ao menos 41 notas fiscais entre os anos de 2021 e 2025. Segundo a publicação, três desses documentos vieram a público, sendo uma nota fiscal no valor de R$ 500 mil e outras duas, de mesmo valor, que acabaram canceladas posteriormente.
De acordo com a reportagem, as notas conhecidas foram emitidas para empresas vinculadas ao caso envolvendo o Banco Master. O texto destaca que o senador divulgou nota oficial, vídeos e transmissões nas redes sociais para defender a legalidade da atividade de advocacia exercida paralelamente ao mandato parlamentar, alegando que a divulgação dos clientes e contratos é limitada pelo sigilo profissional previsto para a advocacia.
O artigo também aponta que permanecem sem resposta pública questionamentos sobre a identidade dos clientes, os valores efetivamente recebidos pelas demais notas fiscais e a natureza dos serviços jurídicos prestados. Essas indagações fazem parte da análise do colunista e não representam conclusões de autoridades ou do Poder Judiciário. Até o momento, não há decisão judicial afirmando a existência de irregularidades relacionadas às notas fiscais mencionadas.
A repercussão ocorre em meio às discussões sobre uma possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. O senador nega qualquer irregularidade e sustenta que sua atuação como advogado é lícita e compatível com o exercício do mandato parlamentar. Até a data da publicação, não havia divulgação oficial da relação completa dos clientes nem dos contratos vinculados às 41 notas fiscais citadas pela reportagem.












