A Polícia Militar de Mato Grosso evitou um possível feminicídio na noite desta segunda-feira (25), em Alta Floresta, após prender um homem de 43 anos acusado de ameaçar a ex-companheira e portar armas de fogo de forma ilegal. A ação foi realizada por policiais do 8º Batalhão da Polícia Militar durante uma barreira montada na Rodovia MT-208, em frente à praça de pedágio, por volta das 18h.
Segundo a PM, a vítima procurou ajuda após sofrer ameaças constantes desde o término do relacionamento, ocorrido em janeiro deste ano. Conforme o relato, o suspeito utilizava ligações telefônicas, mensagens de WhatsApp e redes sociais para intimidá-la, provocando violência psicológica. Na data da ocorrência, ele teria afirmado que iria até Alta Floresta para matar a ex-companheira e, em seguida, tirar a própria vida.
Diante da gravidade da denúncia, equipes do 8º BPM iniciaram diligências e localizaram o suspeito conduzindo uma motocicleta Honda Bros vermelha. Durante a abordagem, os policiais encontraram um revólver calibre .357 carregado com oito cartuchos intactos. Após checagem, foi constatado que o homem não possuía a documentação necessária para o transporte da arma, configurando porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
As diligências continuaram na residência e no local de trabalho do suspeito. Nos dois endereços, os policiais apreenderam diversas armas de fogo, munições e carregadores. Entre os materiais encontrados estavam uma carabina calibre .357, uma pistola calibre .40, espingardas calibres 36, 32 e 20, além de munições de diferentes calibres e carregadores. Uma das armas apreendidas estava sem registro e com a numeração suprimida.
Todo o material foi encaminhado juntamente com o suspeito para a Delegacia Municipal de Polícia Judiciária Civil de Alta Floresta, onde foram adotadas as providências cabíveis. A vítima também compareceu à delegacia, recebeu acolhimento e iniciou os procedimentos para solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Participaram da ocorrência o major Cunha, sargento Bento, cabo Diego, cabo Adalberto e o subtenente Amarildo, que atuou em apoio à equipe. A Polícia Militar reforçou o compromisso no combate à violência doméstica e orientou vítimas a denunciarem ameaças por meio do telefone 190 ou pelos canais oficiais de denúncia.












