Nenhuma escola da rede estadual paulista aparece entre as 100 unidades com as melhores médias no Enem dentro do próprio estado, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento voltou a alimentar o debate sobre o desempenho da maior rede pública de ensino do país e gerou críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Apesar de São Paulo ser o estado com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e possuir um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) do país, a rede estadual enfrenta dificuldades históricas para alcançar posições de destaque nos rankings de desempenho educacional. Nas edições recentes do Enem, as primeiras colocações no estado foram ocupadas principalmente por instituições privadas e escolas federais.
O cenário passou a ser utilizado por opositores do governo estadual para criticar a condução da política educacional em São Paulo. Entre os pontos levantados estão denúncias de problemas estruturais em algumas unidades, como falta de materiais, dificuldades de infraestrutura e reclamações de professores sobre condições de trabalho. A gestão Tarcísio também é alvo de críticas pela expansão do modelo de escolas cívico-militares e por decisões relacionadas ao orçamento da educação.
O governo estadual, por outro lado, afirma que mantém investimentos na área e busca implementar medidas para melhorar a qualidade do ensino público. Até 11 de julho de 2026, a Secretaria da Educação de São Paulo não havia apresentado uma resposta específica sobre o ranking citado, mas defende as ações realizadas para elevar os índices de aprendizagem.
Especialistas apontam que o desempenho da rede estadual paulista envolve fatores estruturais, como desigualdade social, evasão escolar, tamanho da rede e desafios de gestão. O resultado do Enem se tornou um dos temas do debate político em 2026, com diferentes grupos utilizando os dados para discutir os rumos da educação pública no estado.












