O caso envolvendo o senador Magno Malta ganhou novos desdobramentos após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou uma escoriação no lado direito do nariz da técnica de enfermagem que acusa o parlamentar de agressão. O episódio ocorreu no dia 30 de abril de 2026, durante a realização de um exame de angiotomografia com contraste no Hospital DF Star, em Brasília, onde o senador estava internado após passar mal no Senado.
Segundo o relato da profissional à Polícia Civil do Distrito Federal, houve extravasamento do líquido de contraste no braço do senador durante o procedimento. Ela afirmou que, ao tentar auxiliar e fazer compressão no local, Magno Malta se levantou e desferiu um tapa forte em seu rosto. De acordo com a técnica, o impacto entortou seus óculos, que atingiram seu nariz, além de ter sido chamada de “imunda” e “incompetente” pelo senador.
O laudo do IML constatou a presença da escoriação, mesmo sem sinais intensos de vermelhidão visível, e os peritos consideraram a lesão compatível com a versão apresentada pela profissional de saúde. A conclusão do exame contraria parcialmente a defesa de Magno Malta, que nega qualquer agressão física. O senador afirma que sofreu dor intensa e hematoma no braço em razão de uma falha técnica no exame e sustenta que apenas reagiu ao desconforto causado pelo procedimento.
As investigações também avançaram com o depoimento de uma testemunha ouvido pela Polícia Civil do DF na quarta-feira, 6 de maio. Embora a pessoa não tenha presenciado o suposto tapa, relatou ter visto a técnica logo após o incidente com os óculos tortos, o que reforça indiretamente a versão apresentada pela vítima. A profissional pediu afastamento de suas funções por recomendação médica, enquanto o Hospital DF Star informou que continua colaborando com as investigações e conduzindo apuração administrativa interna.
Em pronunciamento no Senado, Magno Malta voltou a negar as acusações e declarou que “nunca encostou a mão” na técnica de enfermagem. O parlamentar também registrou boletim de ocorrência contra a profissional por falsa comunicação de crime. Devido ao foro privilegiado do senador, a investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal deverá ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal.













