México afirma que dois agentes dos EUA mortos em operação antidrogas não tinham autorização para atuar no país

O governo do México informou neste sábado (25 de abril de 2026) que os dois agentes americanos mortos em um acidente de carro no estado de Chihuahua não possuíam autorização oficial para participar de operações em território mexicano.

Os dois americanos, identificados pela imprensa internacional como agentes da CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), perderam a vida no último domingo (19 de abril de 2026). Eles estavam retornando de uma operação de combate ao narcotráfico que destruiu vários laboratórios clandestinos de metanfetaminas na região montanhosa de Chihuahua, estado que faz fronteira com os Estados Unidos.

No mesmo acidente, também morreram dois investigadores mexicanos. O veículo em que seguiam saiu da pista em uma estrada de montanha, caiu em um barranco e explodiu.

De acordo com o Gabinete de Segurança do México, não havia registro de autorização para que os agentes estrangeiros participassem de atividades operacionais no país. Um dos americanos teria entrado como visitante e o outro com passaporte diplomático, mas nenhum deles possuía credenciamento formal para atuar em operações conjuntas.

A presidente Claudia Sheinbaum determinou a abertura de uma investigação sobre o caso, classificando a possível participação não autorizada de agentes estrangeiros como uma violação dos protocolos de segurança nacional e da soberania mexicana. Ela reforçou que qualquer operação envolvendo agentes de outros países deve ter aprovação prévia do governo federal.

O episódio gerou nova tensão diplomática entre México e Estados Unidos no contexto da cooperação no combate ao tráfico de drogas, especialmente fentanil e metanfetaminas produzidas por cartéis na região.

Até o momento, as autoridades americanas não se pronunciaram oficialmente sobre a declaração mexicana. A investigação segue em andamento.

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