Um soldado israelense usou um martelo de pedreiro contra uma estátua de Jesus em Debel, no sul do Líbano. Em frente às câmeras.
A reação negativa veio rápida. O que é incomum é de onde ela veio: da direita.
Isso está acontecendo enquanto 60% dos americanos agora veem Israel desfavoravelmente, um aumento em relação aos 53% de um ano atrás.
Israel está ocupando o sul do Líbano sob um frágil cessar-fogo mediado pelos EUA. Perder o público americano enquanto faz isso é um custo que eles não podem continuar ignorando.
A notícia
Uma imagem de um soldado israelense golpeando uma estátua de Jesus Cristo com uma marreta no sul do Líbano provocou forte reação internacional após circular nas redes sociais. O episódio teria ocorrido na região de Debel, durante a presença de tropas israelenses no sul libanês, área afetada por conflitos recentes entre Israel e o Hezbollah.
Segundo moradores locais, a estátua estava posicionada sobre uma cruz na parte externa de uma residência em um vilarejo da periferia da cidade de Debel, onde parte da população permaneceu mesmo durante os confrontos. O registro do ato rapidamente se espalhou e gerou críticas de autoridades religiosas e políticas.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a autenticidade da imagem e classificaram o episódio como grave, afirmando que a conduta do soldado é incompatível com os valores esperados das tropas. O exército também informou que medidas disciplinares serão adotadas e que trabalha com a comunidade cristã para restaurar a estátua ao local original.
O padre Fadi Flaifel, líder da congregação de Debel, condenou o ato e afirmou que a profanação de símbolos religiosos é inaceitável. Ele declarou ainda que ações semelhantes já teriam ocorrido anteriormente na região, reforçando críticas sobre o respeito a símbolos sagrados.
A repercussão também alcançou autoridades internacionais. O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou que “medidas rápidas, severas e públicas são necessárias”. Políticos e comentaristas norte-americanos também se manifestaram, ampliando a pressão diplomática sobre o caso.
O episódio ocorre em meio a um cenário de tensão contínua no sul do Líbano, onde milhares de soldados israelenses permanecem posicionados após o cessar-fogo recente com o Hezbollah. Apesar da trégua, ambas as partes seguem trocando acusações de violações, mantendo o clima de instabilidade na região.













