A prisão da influenciadora e modelo Sara Monteiro movimentou o noticiário nacional nesta semana, após a Polícia Federal deflagrar uma operação de grande porte contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. A ação ocorreu de forma simultânea em diferentes estados e teve como alvo uma organização criminosa estruturada, com atuação em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Segundo as investigações, a operação, chamada de “Luxury”, cumpriu dezenas de mandados judiciais, incluindo prisões preventivas, temporárias e buscas. Ao todo, foram apreendidos cerca de R$ 61 milhões em bens, além de 5,9 toneladas de drogas ligadas ao grupo investigado. A apuração teve início após uma grande apreensão de maconha em 2025, o que levou as autoridades a identificar uma rede mais ampla de atuação criminosa.
De acordo com a Polícia Federal, a miss é apontada como integrante do núcleo financeiro da organização. Ela seria responsável por auxiliar na ocultação de recursos ilícitos, utilizando mecanismos como empresas de fachada e movimentações indiretas para dificultar o rastreamento do dinheiro. As investigações também indicam que ela teria se beneficiado diretamente dos valores obtidos com o tráfico.
Ainda conforme os investigadores, o grupo atuava de forma articulada entre diferentes cidades, utilizando rotas interestaduais para distribuição de entorpecentes. A estrutura incluía divisão de funções, logística e estratégias para lavar o dinheiro obtido ilegalmente, o que chamou a atenção das autoridades pela complexidade do esquema.












