Mendonça nega envio de dados sobre morte de “Sicário” à CPI

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, negou o compartilhamento de informações sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, com a CPI do Crime Organizado no Senado. A decisão foi tomada após solicitações aprovadas pela comissão, que buscava acesso a dados das investigações em curso.

Segundo o ministro, as apurações ainda estão em andamento e envolvem diligências pendentes, o que impede a liberação dos documentos neste momento. Mendonça argumentou que a divulgação antecipada das informações poderia comprometer o avanço das investigações, especialmente aquelas ligadas à Operação Compliance Zero e ao caso envolvendo o Banco Master.

Os pedidos haviam sido apresentados pelo senador Alessandro Vieira e tinham como objetivo aprofundar a análise sobre a morte de Mourão, além de verificar possíveis ligações com organizações criminosas. A comissão também pretendia entender se o caso poderia indicar padrões de atuação em que a eliminação de envolvidos substitui a colaboração com autoridades.

Luiz Phillipi Mourão morreu após tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, poucos dias após ser preso. Apontado como homem de confiança do empresário Daniel Vorcaro, ele era investigado por participação em atividades ligadas ao esquema sob apuração. O episódio segue sendo investigado, e o ministro não descartou reavaliar o compartilhamento das informações futuramente, após a conclusão das apurações.

Enterro de “Sicário” antes da morte levanta novo registro em BH

Uma nova informação envolvendo o caso de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, voltou a chamar atenção após a identificação de um registro da Prefeitura de Belo Horizonte indicando que o sepultamento do homem teria ocorrido cerca de um mês antes da data oficial de sua morte. O dado aparece em um sistema municipal de controle de enterros e foi citado em apurações recentes sobre o caso.

Segundo as informações registradas, o sistema apontava o enterro em fevereiro de 2026, enquanto a morte de Mourão ocorreu apenas em março do mesmo ano, após ele ter sido preso e passado por atendimento médico em Minas Gerais. A inconsistência gerou questionamentos e levou à apuração de possível erro administrativo no lançamento dos dados.

A Prefeitura de Belo Horizonte reconheceu posteriormente que houve uma falha de digitação no sistema responsável pelo registro de sepultamentos. De acordo com a administração municipal, o equívoco já foi identificado e corrigido, e não altera a data real do óbito nem os registros oficiais do caso.

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