Vereador Darlan denuncia “Cidade do Medo” e articula CPI para investigar gastos e perseguições na Educação

O vereador Darlan (Darlã Trindade Carvalho) proferiu um dos discursos mais contundentes da 10ª Sessão Ordinária, classificando a atual gestão municipal como a “cidade do medo”. Em sua fala, o parlamentar apresentou uma série de requerimentos que questionam a legalidade de processos seletivos, a transparência em gastos milionários e denunciou um suposto esquema de perseguição política e assédio moral contra servidores e instituições.

Gastos sob Suspeita: Ônibus e Salas Modulares

Darlan apresentou dados que geraram espanto no plenário, destacando que a prefeitura gastou R$ 2 milhões na manutenção de ônibus escolares novos, com menos de cinco anos de uso. Segundo o vereador, a oficina do transporte escolar consumiu mais recursos do que a própria Secretaria de Obras em toda a sua frota de máquinas.

Outro ponto de crítica foi o custo das salas modulares instaladas na escola do bairro Boa Nova. Darlan revelou que duas salas de 50m² custaram aproximadamente R$ 640 mil, valor que ele considerou “um absurdo” para o tipo de estrutura entregue. O vereador Claudinei já havia mencionado em seu pronunciamento a instalação elétrica dessas mesmas salas, mas Darlan trouxe o foco para o alto investimento financeiro envolvido.

Perseguição na Educação e Proposta de CPI

O parlamentar denunciou que diretores, coordenadores e professores vivem sob constante temor da secretária de educação, Lucineia Martins (Neinha). Darlan relatou receber mensagens de servidores via “visualização única” por medo de represálias, afirmando que a secretária “caça e manda embora as pessoas sem justificativa”, citando como exemplo a recente demissão da chefe do transporte escolar.

Diante deste cenário, Darlan uniu-se aos vereadores Luciano e Dida para propor a instalação imediata de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e pedir o afastamento da secretária. O vereador Luciano reforçou a gravidade, afirmando que os abusos vêm desde o mandato passado e que o “diz que me diz” precisa ser resolvido judicialmente. O vereador Dida também corroborou a denúncia, acusando a secretária de agir com má-fé para impedir a fiscalização do Conselho Municipal de Educação.

Clima de Medo e Falhas na Gestão

A denúncia de autoritarismo de Darlan estendeu-se para além da educação. Ele afirmou que a gestão utiliza a emissão de alvarás e “habite-se” como ferramenta de pressão contra quem discorda da administração. O vereador revelou que o presidente de uma importante instituição local confessou ter receio de denunciar falhas da prefeitura por medo de perseguição política.

Trânsito e Saúde no Cinquentenário

Darlan encerrou criticando o abandono visual e funcional da cidade no ano em que Alta Floresta completa 50 anos. Ele lamentou a falta de sinalização e faixas de pedestres nas avenidas, atribuindo o problema à incompetência de sucessivos secretários. Sobre a saúde, criticou o acúmulo de cargos do vice-prefeito Robson Quintino como secretário interino, afirmando que o gestor passa mais tempo em viagens a Cuiabá do que resolvendo as demandas locais, enquanto a população padece.

“Os interesses políticos estão sobressaindo sobre o interesse da população”, declarou Darlan, reafirmando que seu papel na Câmara será o de continuar “incomodando” e cobrando para que a cidade saia do estado de estagnação.

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