
Um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã foi anunciado em 7 de abril de 2026, com mediação do Paquistão. O presidente Trump chamou o plano iraniano de dez pontos de “base viável para negociação”, suspendendo ataques por 14 dias, desde que o Estreito de Ormuz fosse reaberto de forma imediata e segura.
O Irã detalhou suas exigências principais, que incluem garantia formal de não agressão futura por parte dos EUA e Israel, fim permanente da guerra contra o país e suspensão de ataques israelenses a aliados iranianos, como o Hezbollah no Líbano. Outro ponto central é a aceitação do programa nuclear iraniano, com direito ao enriquecimento de urânio, e o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias impostas pelos Estados Unidos, inclusive desde os governos Bush e Trump.
O plano também propõe a cessação completa de combates na região, incluindo Iraque, Líbano e Iêmen, a reabertura do Estreito de Ormuz sob controle iraniano com protocolo de passagem coordenado e possibilidade de cobrança de taxa por navio, além da liberação de ativos financeiros bloqueados e compensações por danos causados durante o conflito. Por fim, o Irã exige a retirada de forças americanas da região e mecanismos para tornar o acordo vinculante por meio de resoluções da ONU e da AIEA.
Veja todos os pontos:
- Os EUA devem se comprometer, em princípio, a não agressão;
- Manutenção do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz;
- O direito do Irã ao enriquecimento de urânio deve ser aceito;
- Suspensão de todas as sanções primárias;
- Suspensão de todas as sanções secundárias;
- Encerramento de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU;
- Encerramento de todas as resoluções do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica;
- Pagamento de indenização pelos danos infligidos ao Irã;
- Retirada das forças de combate dos EUA da região; e
- Cessação da guerra em todas as frentes, inclusive contra a “resistência islâmica” no Líbano.
Enquanto o Irã apresenta os dez pontos como vitória diplomática, Trump reforça que os EUA alcançaram seus objetivos militares e que o plano representa apenas o início das negociações. Israel, por sua vez, sinalizou que não aceita automaticamente as condições que envolvem o Líbano. Fontes como BBC, G1, Metrópoles, Carta Capital, CNN, Reuters e Al Jazeera confirmam a existência do plano e seus principais itens.











