A atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, incluiu nomes de grande repercussão nacional, como o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD. O cadastro reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão após o esgotamento das possibilidades de defesa administrativa.
No caso de Amado Batista, a inclusão ocorreu após duas fiscalizações realizadas em 2024, em propriedades rurais no estado de Goiás. Segundo o Ministério do Trabalho, foram identificadas irregularidades envolvendo 14 trabalhadores em atividades ligadas ao cultivo de milho. Entre os problemas apontados estão jornada exaustiva e condições inadequadas de trabalho.
Já a BYD foi incluída na lista após uma operação de fiscalização na construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia. Auditores identificaram que centenas de trabalhadores, em sua maioria chineses, estavam submetidos a condições degradantes, como alojamentos precários e jornadas excessivas. O número de trabalhadores resgatados chegou a mais de 200 ao longo das investigações.
A chamada “lista suja” existe desde 2003 e é atualizada periodicamente pelo governo federal. Embora não imponha punições diretas, o cadastro é utilizado por bancos e empresas como referência para concessão de crédito e contratos, podendo impactar financeiramente os envolvidos. Atualmente, a lista reúne mais de 600 nomes entre pessoas físicas e jurídicas.












