Morte por febre amarela reacende alerta em Taubaté

A confirmação da morte de um menino de 12 anos por febre amarela em Taubaté, no interior de São Paulo, reacendeu o alerta das autoridades de saúde para os riscos da doença. O caso foi confirmado após exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, que apontaram a infecção pelo vírus, segundo informações divulgadas pela prefeitura.

O adolescente, identificado como Lucas Matheus, morreu no início de março, mas a causa só foi confirmada semanas depois. Inicialmente, o atestado de óbito indicava choque séptico associado à Covid-19, já que familiares também haviam testado positivo para a doença no mesmo período. A suspeita levou a novos exames, que confirmaram a presença do vírus da febre amarela.

A origem da infecção ainda é investigada pelas autoridades sanitárias. Diante da confirmação, a Secretaria de Saúde intensificou ações de prevenção, com visitas domiciliares e busca ativa por moradores não vacinados, especialmente nos bairros onde o menino vivia. A estratégia inclui reforço da vacinação e orientação direta à população sobre os riscos da doença.

Os números de imunização preocupam. A cobertura vacinal contra a febre amarela em Taubaté está em cerca de 34%, índice bem abaixo dos 95% recomendados pelas autoridades de saúde. A vacina é considerada a principal forma de prevenção contra a doença, que é transmitida por mosquitos infectados e pode evoluir para quadros graves, com risco de morte.

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