O deputado federal Lindbergh Farias solicitou à Polícia Federal a abertura de investigação para apurar uma denúncia de estupro de vulnerável envolvendo o também deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS. O pedido foi formalizado por meio de uma notícia de fato encaminhada às autoridades, com base em informações que, segundo o parlamentar, apresentam indícios considerados graves.
De acordo com a denúncia apresentada, o caso envolveria uma suposta vítima que, à época, teria 13 anos. A acusação aponta que a jovem teria engravidado e que o registro da criança teria sido feito em nome da avó materna, como forma de ocultar a identidade da vítima e do possível agressor. Atualmente, a mulher mencionada no relato teria cerca de 21 anos.
Ainda conforme os documentos encaminhados, há alegações de que valores teriam sido pagos para evitar a exposição do caso. Lindbergh afirma que reuniu materiais como gravações, conversas e outros elementos que, segundo ele, justificam a apuração formal por parte da Polícia Federal. O parlamentar sustenta que o objetivo do pedido é esclarecer os fatos diante da gravidade das acusações.
O deputado Alfredo Gaspar negou as acusações e classificou o episódio como um ataque político. Em declarações públicas, ele afirmou que a denúncia seria uma tentativa de desviar o foco de discussões em andamento na CPMI do INSS, além de dizer que foi surpreendido pelo teor das alegações.
O caso ganhou repercussão durante sessão da comissão, marcada por troca de acusações e tensão entre parlamentares. A situação elevou o clima político em Brasília e pode ter desdobramentos tanto na esfera criminal quanto no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, a depender do andamento das apurações.












