Israel mantém prisões militares para crianças palestinas na Cisjordânia

Voce sabia? Israel é o único país do mundo que mantém um sistema judicial militar específico para crianças palestinas na Cisjordânia ocupada. Menores dessa região são julgados em tribunais militares, enquanto crianças israelenses, inclusive colonos judeus, são submetidas à justiça civil comum. As instalações, incluindo partes das prisões de Ofer”,”prisão militar em Israel”], Megiddo que crianças chegaram a ser mantidas em gaiolas ao ar livre na prisão de Ramle durante tempestades de neve, prática interrompida após pressão de ONGs e autoridades israelenses. Além disso, mais de 50% das crianças palestinas atualmente detidas estão em detenção administrativa, sem acusação formal nem julgamento, evidenciando a aplicação desigual da lei apenas a menores não judeus na região.

As informações são baseadas na UNICEF (relatórios de 2013 e atualizações), Defense for Children International – Palestine (DCIP) e B’Tselem. Taxa de condenação altíssima (99,7% ou ~90% em tempo de guerra):

Relatórios de Military Court Watch e UNICEF indicam que a taxa de condenação nos tribunais militares israelenses para palestinos (incluindo crianças) fica acima de 99% em muitos períodos.

Espancamentos, tortura, ameaças e agressão sexual: Documentado de forma recorrente. UNICEF (2013 e follow-ups): “maus-tratos generalizados, sistemáticos e institucionalizados”. DCIP e Save the Children (relatórios de 2023–2026): 86% das crianças relatam espancamentos, 69% stripping, ameaças de violência sexual contra elas ou familiares, confinamento solitário, privação de sono e comida. B’Tselem (janeiro de 2026): prisões israelenses viraram “rede de campos de tortura”; 84 palestinos (incluindo 1 menor) morreram em custódia desde outubro/2023, com relatos de espancamentos, choques elétricos, fome e negação de cuidados médicos.

Al Jazeera / DCIP (março de 2026) informou: mais de 50% das crianças palestinas detidas estão em detenção administrativa (sem acusação nem julgamento). Crianças em gaiolas ao ar livre:

A situação já vem de tempos. Em 2013–2014, a organização PCATI (Comitê Público Contra a Tortura em Israel) e defensores públicos relataram que crianças palestinas eram mantidas em gaiolas ao ar livre no frio (inclusive durante tempestades de neve) na prisão de Ramle. Israel interrompeu a prática após pressão de ONGs e do próprio governo (Ministra Tzipi Livni interveio).

A lei militar se aplica exclusivamente a palestinos na Cisjordânia. Colonos israelenses (judeus) são tratados pela lei civil israelense.

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