O aumento recente nos preços dos combustíveis, especialmente do diesel, tem acendido um alerta no transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil. O setor, que responde por grande parte da logística nacional, enfrenta um cenário de custos crescentes que impacta diretamente o valor dos fretes e, consequentemente, o preço final dos produtos.
Dados do mercado indicam que o diesel representa cerca de 35% do custo total do frete, tornando-se o principal fator de pressão sobre as transportadoras. Com a elevação dos preços, impulsionada por fatores como aumento do ICMS e instabilidade no mercado internacional de petróleo, o impacto é imediato na operação das empresas, que precisam rever contratos e estratégias para manter a sustentabilidade financeira.
Em 2026, o cenário se agravou com reajustes superiores a 10% no valor do diesel em alguns momentos, o que pode gerar aumentos de até 10% no preço dos fretes.Além disso, o frete rodoviário já iniciou o ano em alta, com média de R$ 7,61 por quilômetro rodado, refletindo não apenas o custo do combustível, mas também o aumento da demanda impulsionada pela safra agrícola recorde.
Especialistas apontam que qualquer variação no preço do diesel tem efeito em cadeia sobre toda a economia, já que o transporte rodoviário é predominante no país. Com mais da metade das cargas sendo movimentadas por rodovias, o encarecimento do frete tende a ser repassado ao consumidor final, pressionando a inflação e afetando diferentes setores produtivos.












