A Justiça negou um pedido da defesa que poderia adiar o julgamento do motorista acusado de atropelar e matar um manifestante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em um caso ocorrido na região de Campinas, em São Paulo. A decisão foi tomada às vésperas do júri e manteve a data prevista para a realização do julgamento.
Segundo o juiz responsável pelo caso, a solicitação apresentada pelos advogados foi considerada ilegal. A defesa tentou alterar a estratégia processual de última hora, o que, na avaliação do magistrado, não poderia ser aceito por contrariar regras do procedimento judicial e comprometer o andamento regular do júri.
O caso envolve a morte de um manifestante durante um protesto do MST, quando o motorista teria avançado com o veículo contra o grupo. O episódio gerou grande repercussão e agora será analisado por um júri popular, que decidirá sobre a responsabilidade do acusado.
Com a negativa do pedido, o julgamento segue mantido e deve ocorrer conforme o cronograma estabelecido pela Justiça. A decisão reforça o entendimento de que mudanças processuais em cima da hora não devem ser utilizadas como estratégia para adiar julgamentos, especialmente em casos de grande relevância social.












