Em entrevista recente ao programa Canal Livre (Band Notícias), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez declarações fortes sobre a possível instalação de uma CPI para investigar o Banco Master. Ele afirmou que, se a comissão for aberta, o caso “vai parar o Brasil” e “atingir meio mundo”, ressaltando que envolveria pessoas “que você nunca imaginava”. Segundo Valdemar, relatos de “gente conhecida” de São Paulo indicam que prefeitos foram pressionados a comprar títulos ou ações do banco.
Valdemar descreveu ainda que o Banco Master teria cometido “um absurdo” e que há resistência significativa no Congresso para não abrir a CPI. Ele citou uma proposta que teria recebido para “segurar” a investigação em troca de pautar o veto ao PL da Dosimetria, mencionando o senador Davi Alcolumbre entre os interessados em impedir a apuração.
O contexto da declaração envolve a investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master, deflagrada em novembro de 2025 na chamada Operação Compliance Zero. A apuração aponta suspeitas de fraudes financeiras, uso de prefeituras para aquisição de títulos e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro. O PL e a oposição pressionam pela abertura da CPI, enquanto o governo e parte do Centrão tentam conter o avanço da comissão devido ao potencial de exposição de figuras políticas influentes.
Embora Valdemar não tenha citado nomes específicos no vídeo, ele deixou claro que o esquema seria maior do que aparenta, e que a abertura da CPI poderia atingir setores do próprio meio político dele ou aliados. A declaração reforça a percepção de que, no Brasil, grandes CPIs costumam começar com a promessa de atingir apenas “os outros”, mas acabam se tornando investigações de largo alcance, com impactos imprevisíveis.













