O Irã elegeu o aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino, após a confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei, que esteve à frente do país por quase quatro décadas. A eleição de Arafi ocorreu neste domingo, 1º de março, um dia depois da mídia estatal iraniana confirmar o falecimento de Khamenei, em meio à intensificação de ataques militares na região.

Arafi, um clérigo de alta hierarquia e presença duradoura na estrutura religiosa e política do Irã, foi nomeado membro jurista de um Conselho de Liderança interino, que assumirá as funções do líder supremo até a escolha de um sucessor permanente. O órgão provisório inclui também o presidente iraniano e o chefe do judiciário, garantindo, segundo a legislação iraniana, a continuidade da autoridade central em um período de transição.
Antes de sua nomeação, Arafi era vice‑presidente da Assembleia de Peritos e integrava o Conselho dos Guardiães, uma entidade responsável pela análise de candidatos e leis no país. Apesar de ser considerado experiente em termos burocráticos e ter atuado em posições estratégicas, o novo líder interino não era uma figura amplamente conhecida internacionalmente antes do anúncio, e enfrenta agora o desafio de conduzir a República Islâmica em meio às atuais tensões regionais e incertezas políticas.
A transição ocorre em um momento delicado, com o Irã em luto nacional e a expectativa de que a Assembleia de Peritos, um órgão clerical composto por 88 membros, escolha o próximo líder supremo o mais rápido possível. A formação do Conselho de Liderança interino segue o previsto na Constituição iraniana, estabelecendo um período de governo provisório até que seja definido um novo chefe máximo do Estado.












