O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por não ter apresentado projetos para utilizar os R$ 3,5 bilhões disponibilizados pelo governo federal no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Lula, os recursos poderiam ter sido empregados em obras de prevenção a desastres climáticos, em especial diante dos temporais que vêm castigando a Zona da Mata mineira nas últimas semanas.
As declarações foram feitas durante o encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, onde Lula afirmou que o dinheiro foi liberado, mas que o governo estadual não enviou a documentação necessária para que as obras fossem contratadas e executadas. Ao questionar o ministro das Cidades, Jader Filho, o presidente ressaltou que não havia sido apresentado nenhum projeto por parte de Minas Gerais para acessar os recursos federais.
O evento aconteceu em meio à tragédia causada pelas fortes chuvas na Zona da Mata, que têm deixado dezenas de mortos e provocando grandes prejuízos em cidades como Juiz de Fora e Ubá. A falta de ações de prevenção, argumentou Lula, evidencia um descaso com medidas que poderiam reduzir os impactos de enchentes e deslizamentos, especialmente em áreas vulneráveis.
Zema, por sua vez, já tem defendido que os investimentos estaduais em prevenção a desastres climáticos cresceram em anos recentes, apesar de dados mostrarem uma queda significativa em verbas específicas nos últimos dois anos. A controvérsia entre o governo federal e o executivo mineiro intensifica um debate mais amplo sobre políticas públicas de mitigação de riscos e a necessidade de planejamento urbano mais eficaz.












