União Europeia abre investigação contra a rede social X por imagens sexualizadas

A União Europeia abriu uma investigação formal contra a rede social X, de propriedade de Elon Musk, depois que a inteligência artificial integrada à plataforma, chamada Grok, passou a gerar imagens sexualizadas não consensuais. A apuração foi anunciada pela Comissão de Proteção de Dados da Irlanda, que atua como principal regulador de privacidade do bloco europeu devido à sede do X no país. A investigação será conduzida sob as normas rígidas do Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia.

Autoridades europeias desencadearam a ação depois que usuários recorreram ao chatbot Grok para produzir imagens alteradas de pessoas reais em contexto sexual, incluindo representações envolvendo menores. Relatórios indicam que, apesar de a empresa ter implementado algumas restrições à função responsável pelas imagens no mês passado, o problema persistiu e motivou queixas de órgãos reguladores e organizações de defesa dos direitos digitais.

O inquérito não está restrito apenas à privacidade de dados, mas também avalia se o X cumpriu com suas obrigações de moderação de conteúdo e prevenção de disseminação de material prejudicial. A investigação pode resultar em multas que, conforme as regras do bloco europeu, podem alcançar até quatro por cento da receita global da empresa — um valor que pode ultrapassar centenas de milhões de dólares.

A abertura desta investigação ocorre em um momento de crescente pressão de autoridades internacionais sobre plataformas de inteligência artificial que geram conteúdo sensível ou ilegal. Países como França e o Reino Unido também anunciaram apurações próprias relacionadas à atuação da ferramenta Grok e à forma como ela lida com solicitações de usuários para produzir imagens que envolvem nudez ou sexualização.

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