A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira, mandados de busca e apreensão em três estados em uma operação que apura um possível vazamento de dados fiscais e sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares, informou a Receita Federal. A ação, determinada pelo STF a partir de uma representação da Procuradoria-Geral da República, aconteceu em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia.
Segundo o órgão responsável pela fiscalização tributária, os mandados fazem parte de uma investigação que inclui auditorias em sistemas internos para detectar acessos indevidos a informações protegidas por sigilo fiscal. A Receita afirma que o rastreamento envolve dezenas de sistemas e contribuintes, e que eventuais desvios já foram comunicados preliminarmente ao relator do caso no STF.
As medidas cautelares adotadas pela Justiça incluem monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento de investigados do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de sair do país. A investigação ocorre no contexto de apurações sigilosas que buscam identificar responsáveis por consultar ou divulgar dados sem autorização legal, de acordo com informações oficiais.
O caso ganhou força depois que a Receita Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, iniciou um rastreamento para verificar se houve quebra de sigilo de cerca de 100 pessoas, entre ministros do STF e seus parentes. A lista inclui pais, filhos, irmãos e cônjuges dos magistrados, e a checagem das informações envolve milhares de procedimentos de auditoria.












