Economia solidária é apresentada como nova relação com natureza e mundo

O secretário nacional de Economia Popular e Solidária e ex‑ministro Gilberto Carvalho afirmou, em entrevista à Rede PT de Comunicação, que a economia solidária representa mais do que um modelo econômico alternativo, pois pode redefinir a forma como as pessoas se relacionam entre si e com a natureza. Ele destacou que essa proposta vai além de simples atividades de mercado e deveria ocupar um espaço maior nas políticas públicas brasileiras.

Carvalho, que também já foi ministro da Secretaria‑Geral da Presidência da República, explicou que a economia solidária está alicerçada na cooperação, na autogestão e na valorização do trabalho coletivo. Para ele, esses princípios podem contribuir para reduzir desigualdades históricas e promover um desenvolvimento sustentável, conectado com práticas como agroecologia e produção orgânica.

Durante o encontro do setorial de economia solidária, realizado entre os dias 3 e 4 de fevereiro em Salvador, o secretário reforçou a necessidade de fortalecer a economia solidária dentro dos programas de governo. Ele argumentou que esse modelo pode ser um instrumento importante para incentivar empreendimentos cooperativos e gerar renda de forma mais justa e inclusiva, especialmente em áreas rurais e entre trabalhadores organizados.

Especialistas e pesquisadores afirmam que a economia solidária, ao organizar atividades de produção, consumo e distribuição sob princípios de solidariedade, cooperação e respeito ao meio ambiente, pode ser uma resposta ao modelo econômico tradicional. Esses princípios buscam integrar valores humanos à economia, privilegiando relações mais equilibradas entre o ser humano e a natureza, e contribuindo para a construção de comunidades mais sustentáveis e inclusivas.

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