O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o show do intervalo do Super Bowl LX, apresentado pelo cantor porto-riquenho Bad Bunny na noite de domingo em Santa Clara, na Califórnia. Em publicações em sua rede social, Truth Social, Trump classificou a apresentação como “absolutamente terrível” e “uma afronta à grandeza da América”, alegando que a performance não refletiu os valores culturais nem os padrões de sucesso que, segundo ele, deveriam ser representados no evento.
Bad Bunny, cujo nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio, foi o headliner do show do intervalo no Levi’s Stadium, concerto transmitido para milhões de espectadores durante a grande final da NFL. O artista porto-riquenho, conhecido por seu reggaeton e música urbana e vencedor do prêmio de Álbum do Ano no Grammy Awards, realizou uma apresentação que celebrou a cultura latina, com participação de artistas convidados e uma mensagem de união, culminando com o lema “Together We Are America”.
A reação de Trump ocorreu logo após o término da apresentação, com críticas à linguagem das músicas e à coreografia, que ele descreveu como incompreensíveis e inadequadas para crianças, além de afirmar que a performance não representava a “criatividade” e a “excelência” americanas. A fala do presidente refletiu um clima de polarização em torno da escolha do artista, que já havia sido alvo de críticas de setores conservadores quando foi anunciada pela NFL no ano passado.
Antes da final, Trump também optou por não comparecer presencialmente ao Super Bowl; ele havia dito semanas antes que a escolha de Bad Bunny e de outra banda, o Green Day, era “uma péssima opção” e que não planejava assistir ao jogo no estádio. Paralelamente, um grupo conservador organizou um evento alternativo de entretenimento durante o intervalo, chamado “All-American Halftime Show”, com outras atrações, refletindo a disputa cultural que se formou em torno do espetáculo musical.












