O chamado “golpe do cartão trocado” vem ganhando destaque em todo o Brasil, após relatos de vítimas como o influenciador Lucas Hiroshi, de 25 anos, que perdeu R$ 4 mil em um incidente no bairro Pinheiros, em São Paulo. O crime ocorreu durante a compra de uma água de R$ 3 em um vendedor ambulante.
Como o golpe acontece
- Lucas utilizava um cartão múltiplo (crédito e débito) sem nome impresso, característica que facilitou a ação do golpista.
- O vendedor alegou que o pagamento por aproximação falhava e pediu que o cartão fosse inserido na maquininha. Após erros repetidos, Lucas optou por pagar via PIX.
- Nesse momento, o criminoso trocou o cartão original por outro idêntico da mesma bandeira.
- Para aumentar a confiança da vítima, o vendedor alertou sobre supostos ladrões na região.
- Meia hora depois, Lucas recebeu notificações de compras não autorizadas, totalizando R$ 4.000 em prejuízo.
Outros golpes comuns com cartão e maquininha
- Maquininha com visor quebrado: impede checagem do valor digitado.
- Maquininha infectada por vírus: força a inserção do cartão, permitindo captura de dados.
- Cobrança por aproximação indevida: dispositivos escondidos próximos à carteira da vítima.
- Engenharia social: manipulação do comportamento da vítima para facilitar o golpe.
- Raras fraudes via módulos Bluetooth: capturam dados digitados, mas são menos comuns devido à criptografia dos chips.
Como se proteger
- Não entregue o cartão físico ao vendedor.
- Tente novamente o pagamento por aproximação em outra maquininha, se houver falha.
- Prefira PIX ou dinheiro se o problema persistir.
- Desconfie de pedidos para inserir o cartão após falhas.
- Acompanhe a fatura e ative notificações no app do banco.
- Considere desativar o pagamento por aproximação.
- Confira sempre o valor no visor antes de digitar a senha.
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) ressalta que, embora o sistema brasileiro seja avançado e tenha reduzido fraudes em quase 40% nos últimos três anos, a engenharia social continua sendo o principal risco.
O alerta é especialmente relevante em locais de grande fluxo, como shows, festas e eventos de rua, onde o golpe tem se tornado mais frequente.












