STF prende presidente da Alerj por suspeita de obstrução de investigações

O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e seu afastamento do cargo. A decisão cita “fortes indícios” de que Bacellar integra organização criminosa e atua para obstruir investigações contra o crime organizado no estado.

Segundo Moraes, Bacellar teve acesso prévio à Operação Zargun, da Polícia Federal, contra o deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias. O parlamentar teria alertado o investigado sobre a ação, possibilitando a retirada de objetos de interesse da investigação e a destruição de provas, reforçando suspeitas de vazamento de informações sigilosas.

A decisão inclui ainda oito mandados de busca e apreensão e um mandado de intimação, todos autorizados pelo STF. Bacellar foi preso dentro da sede da PF, após ser convidado para reunião com o superintendente, evitando qualquer risco de fuga.

Moraes destacou que o caso evidencia um padrão de infiltração política do crime organizado no Rio de Janeiro, afetando as esferas municipal, estadual e federal. Segundo o ministro, a combinação de vazamentos, obstrução e influência sobre o Executivo e Legislativo justifica a prisão preventiva, considerando insuficientes medidas cautelares mais brandas.

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