O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou no domingo, 25 de outubro de 2026, a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras. Após a confirmação do resultado, Trump comparou a disputa no Brasil à eleição norte-americana de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden, e afirmou que o país teria seguido o que chamou de “manual de Joe Biden”. A declaração foi divulgada pela imprensa internacional e reproduzida pelo Times Brasil | CNBC, com informações atribuídas à agência de notícias EFE.
“Acabaram de aplicar no Brasil o manual de Joe Biden. Bolsonaro tinha uma grande vantagem no primeiro turno e era o claro favorito para vencer o segundo. Mas os comunistas não largam o poder depois que o conseguem”, afirmou Trump, segundo a declaração reproduzida pelos veículos de comunicação. Ao fazer a comparação, o presidente norte-americano contestou o resultado brasileiro e apresentou sua interpretação sobre a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A manifestação ocorreu depois que a Justiça Eleitoral confirmou a vitória de Lula no segundo turno, realizado em 25 de outubro. De acordo com os dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista recebeu 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro terminou a disputa com 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%. Com o resultado, Lula foi reeleito para um quarto mandato presidencial, com início previsto para janeiro de 2027.
A apuração teve momentos de mudança na liderança. Segundo a Agência Senado, Lula começou a contagem à frente, mas Flávio assumiu temporariamente a primeira posição às 19h46. O senador permaneceu na liderança por aproximadamente 38 minutos, até que o petista voltou a ultrapassá-lo às 20h24. A reeleição de Lula foi confirmada pelo TSE às 21h08, quando 97,69% dos votos já haviam sido apurados. A alternância ocorreu durante a divulgação progressiva dos resultados, à medida que os boletins das urnas eram processados.
A comparação feita por Trump remete à eleição presidencial dos Estados Unidos de 2020, vencida por Joe Biden. Naquela ocasião, Trump também contestou o resultado eleitoral norte-americano. No caso brasileiro, entretanto, a declaração do presidente dos Estados Unidos não foi acompanhada, nas reportagens consultadas, de provas que demonstrassem fraude ou irregularidade na votação. A afirmação de que o Brasil teria seguido um suposto “manual” de Biden representa a interpretação política apresentada por Trump, e não uma conclusão comprovada sobre o processo eleitoral brasileiro.
A reação internacional ao resultado brasileiro incluiu manifestações de diferentes lideranças políticas. Enquanto Trump questionou a vitória de Lula, outros dirigentes estrangeiros parabenizaram o presidente reeleito, conforme registros divulgados pela imprensa. O resultado oficial permanece respaldado pelos números publicados pela Justiça Eleitoral, responsável pela totalização dos votos e pela confirmação da eleição. Eventuais questionamentos sobre a regularidade do pleito precisam ser examinados pelas autoridades competentes com base em evidências, não apenas em declarações políticas.















