Um pai procurou a polícia para denunciar supostas ofensas dirigidas ao filho adolescente, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte, por uma professora de uma escola cívico-militar em Sorriso, no norte de Mato Grosso. A denúncia foi divulgada pelo JK Notícias na sexta-feira (23 de outubro de 2026). Segundo o relato publicado pelo veículo, o estudante teria sido alvo de comentários considerados humilhantes durante a rotina escolar.
De acordo com as informações repassadas ao portal, o adolescente contou ao pai que a professora teria utilizado expressões como “você é chato” e “cala a boca”. Em um episódio mais recente, a educadora também teria proferido um xingamento de teor obsceno, conforme a denúncia apresentada pela família. As declarações atribuídas à professora, entretanto, ainda não foram confirmadas de maneira independente.
Ainda segundo o JK Notícias, a professora teria admitido que chamava o estudante de “chato”, mas negado ter utilizado o palavrão relatado pelo adolescente. O pai afirmou que procurou inicialmente a escola em busca de providências para resolver a situação, mas, diante da insatisfação com o atendimento recebido, decidiu procurar a polícia. Até a publicação da reportagem original, não havia sido divulgado um posicionamento oficial da unidade de ensino.
O caso levanta preocupações sobre o respeito aos direitos de estudantes com deficiência e a responsabilidade das instituições de ensino na prevenção de situações de humilhação, discriminação e violência psicológica. A legislação brasileira assegura às pessoas com Transtorno do Espectro Autista os direitos previstos para pessoas com deficiência, incluindo proteção contra abusos e tratamento discriminatório. Eventuais responsabilidades, porém, dependem da apuração dos fatos e da análise das evidências pelas autoridades competentes.















