Menina de 8 anos é atacada por onça no Pará e mobiliza resgate aéreo

Uma menina indígena de oito anos foi atacada por uma onça no sábado, 17 de outubro de 2026, na Terra Indígena Munduruku, em Jacareacanga, no sudoeste do Pará. A criança sofreu ferimentos na cabeça e precisou ser resgatada em uma operação que envolveu transporte por embarcação e avião até o Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba. Em 19 de outubro, ela permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo informações divulgadas por veículos de imprensa.

O ataque ocorreu nas proximidades das aldeias Cajual e Patati. De acordo com relatos de familiares e moradores, a menina estava acompanhada dos avós quando se afastou por alguns instantes para ir até um igarapé, pequeno curso d’água comum na região amazônica. Nesse momento, foi surpreendida pelo animal. Os ferimentos atingiram principalmente a região da cabeça, conforme as informações divulgadas após o incidente.

O resgate foi coordenado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Itaituba. Devido às dificuldades de acesso à comunidade, a criança foi transportada inicialmente por via fluvial até um ponto de apoio e, posteriormente, seguiu de avião para o hospital em Itaituba, a aproximadamente 300 quilômetros de Jacareacanga. A operação permitiu que a menina recebesse atendimento especializado após os primeiros cuidados na comunidade.

Há divergência nas informações publicadas sobre a evolução do quadro clínico. O Portal SGC e o R7 informaram em 19 de outubro que a menina estava em estado grave na UTI. Já o UOL e a TMC noticiaram que, embora permanecesse internada em cuidados intensivos, seu estado de saúde era estável. Até a conclusão desta apuração, não foi localizado um boletim médico oficial que permitisse esclarecer a diferença entre os relatos.

Após o ataque, moradores informaram que a onça foi capturada e morta pela comunidade indígena. As reportagens relacionaram a decisão às tradições do povo Munduruku. O episódio mobilizou moradores e equipes de saúde em uma região onde o deslocamento entre aldeias e centros urbanos pode exigir operações de transporte fluvial e aéreo. A identidade da criança foi preservada, e novas informações sobre sua recuperação dependem de atualizações da família ou das autoridades de saúde.

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