O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou neste domingo, 18 de outubro de 2026, de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. Batizado de “Bloco do 22”, o evento transformou a mobilização política em uma manifestação com clima de Carnaval, marcada por trios elétricos, músicas de funk, axé e jingles associados à candidatura. A concentração começou pela manhã, e a movimentação dos apoiadores ganhou força antes da chegada do candidato, em uma semana decisiva para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Os apoiadores começaram a se reunir por volta das 9h, no cruzamento da Avenida Paulista com a Alameda Ministro Rocha Azevedo. Flávio chegou acompanhado de aliados políticos por volta das 11h e subiu em um dos trios elétricos. Às 11h15, os veículos começaram a avançar em direção ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), enquanto o candidato e outros participantes dançavam ao som das músicas. Os jingles repetiam o número 22, utilizado pelo PL na disputa eleitoral, e os manifestantes reproduziam gestos e coreografias durante o percurso.
Entre as lideranças presentes estavam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Também participaram o senador eleito Guilherme Derrite (PP) e o senador eleito André do Prado (PL). Nikolas Ferreira ajudou a organizar a passagem dos carros de som em meio à aglomeração e fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Durante a manifestação, apoiadores também exibiram cartazes e entoaram palavras de ordem contra integrantes do Judiciário e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A estimativa de público divulgada pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e pela organização More in Common apontou aproximadamente 71,9 mil participantes no momento de maior concentração, registrado às 12h20. Considerando a margem de erro de 12%, o número estimado ficou entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas. O cálculo foi realizado a partir de imagens aéreas analisadas com auxílio de inteligência artificial. A concentração ocupou trechos da Avenida Paulista e vias próximas, provocando dificuldades de circulação e levando ao fechamento temporário da estação Trianon-Masp do metrô devido à superlotação, conforme as reportagens publicadas no domingo.
Durante o ato, Flávio Bolsonaro também direcionou críticas ao presidente Lula e antecipou o tom que pretendia adotar no debate presidencial da TV Band, realizado na noite de domingo. Ao encerrar a manifestação, por volta das 13h05, afirmou que pretendia confrontar o adversário com acusações relacionadas a casos de corrupção. O candidato declarou que o Brasil estava “sem presidente” e disse que essa situação mudaria com sua eleição. As afirmações fizeram parte do discurso de campanha e das críticas políticas dirigidas ao atual chefe do Executivo.
A manifestação ocorreu uma semana depois de um ato de apoio a Lula também realizado na Avenida Paulista, em 11 de outubro. Os dois eventos integraram a mobilização pública das campanhas na reta final do segundo turno, em um cenário de forte polarização política. Além dos discursos e das apresentações musicais, o encontro de domingo reuniu críticas aos institutos de pesquisa eleitoral e manifestações de apoio à candidatura do PL. Com a votação marcada para 25 de outubro, os atos públicos e os debates televisivos passaram a concentrar a atenção das campanhas e dos eleitores nos últimos dias antes da decisão nas urnas.













