O atacante Richarlison voltou a cobrar uma solução para a disputa envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Em vídeos publicados nas redes sociais no domingo (11 de outubro), o jogador afirmou que não pretende recuperar o imóvel, mas receber de volta o dinheiro que diz ter investido na propriedade. “Eu nem quero que ela venha de volta, não, mano. Só quero o que é meu”, declarou. A nova manifestação foi publicada pelo Bahia Notícias na segunda-feira (12).
A propriedade, avaliada em cerca de R$ 10 milhões pelo jogador, foi adquirida por meio de empresas ligadas a Richarlison e ao seu então empresário, Renato Velasco. Posteriormente, a posse passou a ser objeto de uma disputa judicial envolvendo a WT Administração de Imóveis e Bens, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O conflito envolve direitos de ocupação e posse do imóvel, cuja situação já havia sido discutida na Justiça em anos anteriores.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, Flávio Bolsonaro não é parte no processo judicial. O senador foi indicado como testemunha em uma das ações relacionadas à propriedade e, em manifestação anterior, negou envolvimento na negociação. Sua relação com o caso decorre, entre outros pontos, da amizade com Willer Tomaz e de uma visita à mansão acompanhado do advogado antes de a disputa ganhar repercussão pública.
Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa ligada a Tomaz. De acordo com as reportagens sobre o caso, as ações foram encerradas depois que os autores desistiram dos recursos. A decisão judicial, portanto, não corresponde a uma nova determinação tomada em outubro de 2026, mas a um desfecho anterior que voltou ao debate após as manifestações do atacante nas redes sociais.
Richarlison também rebateu críticas de pessoas que questionaram sua reivindicação pelo fato de morar na Inglaterra, onde mantém vínculo contratual com o Tottenham. O jogador afirmou que conquistou o patrimônio com o próprio trabalho e negou ter cometido irregularidades. “A ilha era minha, pô. Conquistei com meu dinheiro, trabalhando honesto. Não roubei ninguém”, disse. Ele também atribuiu responsabilidades ao ex-empresário Renato Velasco e relatou que pessoas armadas teriam expulsado ocupantes da propriedade, incluindo a mulher de Velasco, que estaria grávida na época. Essas declarações correspondem à versão apresentada pelo atleta e não devem ser confundidas com conclusões judiciais independentes sobre os episódios relatados.
A disputa também envolve divergências sobre os valores efetivamente pagos e a composição dos negócios relacionados ao imóvel. Em reportagem publicada em julho de 2026, o portal Metrópoles apresentou informações sobre contratos com valores inferiores aos R$ 10 milhões mencionados por Richarlison como investimento total. O advogado Willer Tomaz, por sua vez, apresentou sua própria versão sobre os valores envolvidos na aquisição dos direitos de ocupação. As cifras divulgadas se referem a operações e conceitos distintos, razão pela qual não devem ser tratadas automaticamente como equivalentes.
Além da cobrança financeira, o atacante afirmou que não pretende se envolver com disputas partidárias e que suas iniciativas sociais são realizadas por vontade própria. Segundo ele, cerca de R$ 3 milhões por ano são destinados a doações no Brasil, incluindo auxílio a crianças que precisam de cirurgias. “As coisas que eu faço pelo Brasil, faço por mim mesmo, faço de coração”, declarou.













