Sargento da Marinha é morto a tiros após alarme disparar em Cáceres

O primeiro-sargento da Marinha do Brasil Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, no bairro Jardim Universitário, em Cáceres, a cerca de 220 quilômetros de Cuiabá. O militar estava em uma residência na Rua da Pedagogia quando saiu para verificar um alerta do sistema de segurança e acabou atingido pelos disparos.

De acordo com informações registradas pela Polícia Militar, Anderson estava no imóvel com a namorada quando o sistema de alarme indicou que a cerca elétrica havia sido rompida. O militar saiu para verificar o que havia acontecido e, segundo o relato da testemunha, foi surpreendido por vários tiros. Mesmo ferido, ele ainda tentou retornar para dentro da residência, mas caiu no quintal.

A namorada e o filho dela arrastaram Anderson para o interior da casa e acionaram o socorro. A Polícia Militar havia sido chamada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após informações sobre disparos de arma de fogo e uma pessoa baleada. Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no endereço e constatou a morte do sargento.

Conforme o registro da ocorrência, Anderson apresentava aproximadamente três ferimentos provocados pelos disparos, nas regiões das costas, do peito e de uma das mãos. O local foi isolado e passou pelos trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizaram os procedimentos necessários para a investigação.

Até a atualização mais recente, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso e a motivação do homicídio permanecia desconhecida. Uma das hipóteses consideradas pela investigação é que os criminosos estivessem procurando outra pessoa que também frequentava a residência e Anderson tenha sido confundido com esse possível alvo. A possibilidade, entretanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades.

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga a autoria, a dinâmica do ataque e a motivação do crime. As informações disponíveis nesta quarta-feira não permitem afirmar que a vítima era o alvo original dos atiradores. A apuração deverá esclarecer também como os autores conseguiram acessar a área externa da residência após o rompimento da cerca elétrica.

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