O pintor Farisson Ferreira da Silva, de 35 anos, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, em uma estrada de chão na zona rural de Cláudia, no norte de Mato Grosso. O corpo estava sobre um colchão, enrolado em um lençol e próximo a roupas de cama e toalhas. A vítima apresentava um ferimento na cabeça e foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames de necropsia.
Inicialmente, a Polícia Civil trabalhava com a possibilidade de que Farisson tivesse sido atacado enquanto dormia e que o próprio colchão tivesse sido utilizado para transportar o corpo até a área onde ele foi abandonado. A vítima estava em Cláudia para realizar um serviço de pintura e, segundo informações divulgadas durante a apuração, passaria a noite no local onde trabalhava. Imagens de câmeras de segurança também passaram a ser analisadas pelos investigadores.
Ainda na quarta-feira, policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional localizaram e prenderam um homem de 19 anos apontado como suspeito do homicídio. Durante as buscas, os militares encontraram uma Fiat Strada no cruzamento da Avenida Ênio Pipino com a Avenida dos Pinheiros, em Sinop. No interior do veículo havia vestígios que aparentavam ser de sangue.
Após a localização da caminhonete, os policiais receberam informações de que o suspeito estaria hospedado em um hotel nas proximidades. A equipe foi até o estabelecimento, confirmou a presença do jovem e realizou a prisão. Segundo a Polícia Militar, ele confessou ter agredido Farisson com um extintor de incêndio enquanto a vítima dormia.
Ainda conforme o relato apresentado à polícia, depois da agressão o suspeito teria colocado o corpo de Farisson no veículo e o levado para uma área rural. A versão apresentada pelo preso será analisada no decorrer da investigação. Até a atualização mais recente, a motivação do crime não havia sido divulgada pelas autoridades.
O corpo foi localizado próximo a uma fazenda, em um trecho da MT-423, e a perícia realizou os procedimentos necessários antes do encaminhamento ao IML. A Polícia Civil deverá utilizar os exames periciais, imagens de câmeras e demais elementos reunidos durante a ocorrência para esclarecer a dinâmica do homicídio.
A prisão do suspeito representa uma atualização importante em relação às primeiras informações divulgadas sobre o caso, quando o ajudante de Farisson era apenas apontado como possível envolvido e ainda não havia sido localizado. O homem de 19 anos foi conduzido à delegacia e permanece à disposição das autoridades para os procedimentos legais.
Até 24 de setembro de 2026, não havia divulgação de uma eventual motivação para o crime nem de outras circunstâncias que possam ter levado à agressão. A investigação deverá esclarecer também todos os detalhes relacionados ao deslocamento do corpo e à participação do suspeito no homicídio.














