O ministro Alexandre de Moraes se aproxima da etapa final para determinar o início da pena de 27 anos e 3 meses aplicada pelo STF a Jair Bolsonaro, condenado por liderar a tentativa de golpe de Estado. O prazo para a defesa contestar a rejeição dos últimos embargos termina terça-feira (25), liberando Moraes para decretar a execução da sentença a qualquer momento.
Bolsonaro está preso preventivamente na sede da Polícia Federal, em Brasília, desde sábado (22), após tentar derreter a tornozeleira eletrônica, ação interpretada pela PF como possível tentativa de fuga. Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do STF julga se o ex-presidente seguirá detido pelo dano ao equipamento.
A prisão antecipada reduziu a tensão para forças de segurança, que temiam protestos, bloqueios e resistência caso o ex-presidente permanecesse em casa. A PF, a PM do DF e a Secretaria de Administração Penitenciária já vinham montando, há dez dias, a estratégia para o cumprimento da pena, com celas preparadas tanto na Superintendência da PF quanto no complexo da Papuda.
Os três caminhos possíveis para Moraes
Decretar o início da pena já nesta semana, medida considerada mais provável.
Abrir prazo para embargos infringentes, ainda que o STF costume rejeitar esse recurso quando só há um voto divergente, como no caso de Bolsonaro.
Remeter o caso ao plenário do STF, alternativa vista como remota.
As preocupações com atos de apoiadores cresceram após a “vigília” convocada por Flávio Bolsonaro, o que reforçou o caráter de operação de alto risco prevista para os próximos dias.












