Brasileira é encontrada morta na Irlanda e polícia investiga homicídio

Jady Cristine vivia há cerca de três anos em Limerick, na Irlanda, e trabalhava em um restaurante; vítima foi encontrada sem vida em seu apartamento.

Jady Cristine Pereira Rosa, natural de Sorocaba, no interior de São Paulo, foi encontrada morta na sexta-feira (21), no apartamento onde morava em Limerick, na Irlanda. O corpo apresentava sinais de violência e a polícia irlandesa abriu uma investigação por homicídio. Jady vivia no país havia cerca de três anos e trabalhava no condado de Limerick.

A descoberta ocorreu depois que amigas estranharam a ausência da brasileira em um encontro marcado para a manhã de sexta-feira. Elas haviam combinado de seguir juntas para o trabalho, mas Jady não apareceu. Depois de tentarem contato sem sucesso, as amigas comunicaram a situação à Garda, a polícia irlandesa, na delegacia de Henry Street. Os agentes foram até o complexo Carlton House, na Cecil Street, onde encontraram a vítima sem sinais vitais.

A polícia técnica foi acionada para realizar a perícia e coletar evidências. O corpo foi encaminhado ao necrotério do University Hospital Limerick para autópsia. Até a atualização mais recente, os resultados do exame não haviam sido divulgados. A Garda informou que um investigador sênior foi designado para liderar o caso e que uma central de operações foi instalada na delegacia de Henry Street.

Ainda não havia suspeitos presos. A polícia informou que pretende ouvir um homem conhecido de Jady, enquanto mantém o local isolado para os trabalhos periciais. Uma familiar afirmou ao HiperNotícias que a brasileira teria sido morta por um homem com quem se relacionava, mas essa informação permanece como relato da família e não foi confirmada oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Jady era formada em Direito e, antes de se mudar para a Irlanda, trabalhou em Sorocaba. Na Irlanda, também participava de atividades ligadas às comunidades brasileiras. A morte provocou manifestações de solidariedade entre brasileiros que vivem no país e organizações de defesa das mulheres.

O governo brasileiro acompanha o caso por meio da Embaixada do Brasil em Dublin. Segundo o Itamaraty, a representação diplomática está em contato com as autoridades irlandesas e com familiares da vítima para prestar assistência consular. A investigação segue sob responsabilidade da Garda, que ainda busca esclarecer a dinâmica e a autoria da morte.

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