A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, a Operação Guardiões de Fogo, em Mato Grosso, para investigar suspeitas de posse ilegal de armas de fogo obtidas por meio de fraude no processo de concessão de registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). A ação teve como alvo, entre outros investigados, o empresário Antônio da Cunha Barbosa Filho, conhecido como Toninho Barbosa, irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa. A operação foi confirmada oficialmente pela própria Polícia Federal.
Segundo a investigação, o suspeito teria utilizado documentação fraudulenta para conseguir o registro de CAC e, dessa forma, burlar os requisitos legais exigidos para a aquisição e manutenção de armas de fogo. Entre as exigências para a concessão do registro estão a comprovação de idoneidade, capacidade técnica para o manuseio de armas e aptidão psicológica. De acordo com a PF, a eventual utilização de documentos fraudulentos comprometeria os mecanismos de controle previstos para a circulação de armamentos.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Cuiabá, os policiais federais apreenderam um revólver calibre .36 e 46 munições. Informações divulgadas por veículos locais apontam que a medida judicial foi cumprida em um imóvel ligado a Antônio da Cunha Barbosa Filho, no condomínio Alphaville, na capital mato-grossense. A PF informou que o armamento e os demais materiais apreendidos serão analisados no decorrer da investigação.
A apuração ganhou novos detalhes ao longo da manhã desta quinta-feira. Conforme informações divulgadas pela imprensa local, a arma teria sido adquirida em 2021 por meio de um despachante, e posteriormente teria sido identificado um problema relacionado a uma certidão apresentada à Polícia Federal. A informação foi atribuída ao advogado Hamilton Ferreira, que teria explicado a situação envolvendo a aquisição do armamento. Esse ponto, porém, integra a versão apresentada pela defesa e não altera, até o momento, o fato de que a investigação da PF está em andamento.
A Operação Guardiões de Fogo faz parte das ações permanentes da Polícia Federal destinadas à fiscalização e ao controle da circulação de armas de fogo no país. Até a atualização desta quinta-feira, a investigação trata os envolvidos como suspeitos, e não como condenados. A PF ainda deverá analisar os materiais recolhidos e aprofundar a apuração sobre a suposta fraude no processo de obtenção do registro de CAC e eventual participação de outras pessoas.














