Silval oferece imóveis ao STF para quitar dívida de R$ 32,6 milhões

O ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas propostas para quitar o saldo devedor de sua colaboração premiada, firmada em 2017. A defesa protocolou a manifestação em 14 de agosto de 2026, dirigida ao ministro Dias Toffoli. O débito, originalmente calculado em R$ 23,4 milhões, foi atualizado ao longo dos anos e chegou a R$ 32.667.991,18.

Entre os bens oferecidos está o apartamento onde Silval reside, no Edifício Riviera D’América, no Jardim das Américas, em Cuiabá, avaliado em aproximadamente R$ 8 milhões. A defesa também apresentou um imóvel rural avaliado em R$ 8,725 milhões e pretende utilizar R$ 4,5 milhões que afirma já ter pago em outro acordo firmado na esfera cível para reduzir o valor restante.

Na primeira proposta, os advogados pedem que a atualização monetária seja desconsiderada e que a dívida seja quitada pelo valor original de R$ 23,4 milhões. Para isso, seriam entregues os dois imóveis, somados à compensação dos R$ 4,5 milhões já pagos. O restante seria quitado em dinheiro, dividido em três parcelas semestrais, conforme a proposta apresentada ao Supremo.

A defesa apresentou ainda uma segunda alternativa caso o STF não aceite retirar integralmente a correção. Nesse cenário, Silval propõe assumir metade dos aproximadamente R$ 9,2 milhões acrescentados ao débito pela atualização monetária. Para isso, ofereceria um único imóvel rural avaliado em cerca de R$ 22,995 milhões, além da compensação de valores já pagos e de aproximadamente R$ 347,2 mil em dinheiro.

O acordo de colaboração premiada estabeleceu que Silval deveria devolver pouco mais de R$ 70 milhões aos cofres públicos. Segundo a defesa, R$ 46,6 milhões já foram entregues em imóveis, enquanto familiares do ex-governador também teriam aberto mão de valores próximos a R$ 10 milhões. Os advogados sustentam que as informações fornecidas na colaboração contribuíram para investigações e acordos que resultaram na recuperação de mais de R$ 2 bilhões para Mato Grosso.

O caso ainda não está encerrado. As duas propostas apresentadas pela defesa aguardam manifestação da Procuradoria-Geral da República e posterior decisão do STF. Em maio de 2026, a PGR já havia se manifestado contra um pedido de parcelamento do saldo e defendido que Silval fosse intimado a quitar integralmente o débito atualizado de R$ 32,6 milhões.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui